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NotíciasSemana de novidades tecnológicas animam a aviação geral estrangeira.19/01/2020

A semana passada foi de novidades tecnológicas para a aviação geral.

A Garmin anunciou o lançamento de uma linha de produtos (GI 275) que simplesmente tem a capacidade de substituir todos os instrumentos básicos analógicos por similares digitais, por custos bem atrativos. Obviamente, estamos falando aqui de muito mais segurança e confiabilidade. A linha foi pensada exatamente para a modernização de dezenas de milhares de aeronaves de pequeno porte, do mundo todo. Essa novidade pode ser vista clicando aqui.

Ainda na semana passada, a MyGoFlight anunciou seu HUD (Head Up Display) para uso na aviação geral. Clique aqui para saber mais. Esse produto se soma a outros, como os da SA Photonics, uma empresa incubada nos laboratórios da Força Aérea Norte-Americana, que trazem soluções até então milionárias, exclusivas para jatos executivos ou comerciais, para pequenas aeronaves.

Na medida em que a tecnologia digital avança e se dissemina, é certo que cada vez mais haverá tecnologia de ponta e a custos cada vez mais atrativos para que as dezenas de milhares de aeronaves mais antigas - mas totalmente aeronavegáveis - unam seus projetos consagrados ao que há de mais moderno para prover consciência situacional e segurança para os pilotos.

Onde o Brasil está nisso? O Brasil simplesmente inexiste nessa discussão. Neste momento ainda estamos num estágio primitivo, de demonstrar a impossibilidade de acessar aeroportos brasileiros, que operando nas falhas da regulação, abusam de tarifas, cobram quanto querem para o estacionamento de aeronaves da aviação geral nos seus pátios. Discutimos por que proprietários de hangares não podem simplesmente escapar de cartéis e comprar combustível de quem bem entenderem, por preços 30,40% inferiores aos praticados dentro dos aeroportos. Não entendemos por que equipamentos GPS usados no Brasil não conseguem receber dados meteorológicos em tempo real. Perde-se tempo com discussões infindáveis com a ANAC, cujos diretores, mesmo com toda a evidência da regulação internacional, se omitem e não resolvem o sobrevoo de áreas densamente povoadas por aeronaves chamadas "Experimentais". Poderíamos ficar aqui listando dezenas de outros assuntos que chegam até a nos envergonhar pelo primitivismo.

Quando a SAC, o Ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, e os novos diretores da ANAC resolverão tirar o país desse atraso e liquidar o que já poderia estar sanado há 10 ou 15 anos? A AOPA Brasil tem certeza que se a SAC e a nova diretoria da ANAC quiserem, há todas as condições de se resolver o passado que nos envergonha e atrapalha, permitindo que a aviação brasileira pare de perder tempo e invista energia o que importa: mais tecnologia, informações e segurança, para se voar cada vez mais e melhor.






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