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NotíciasDespejo do Aeroclube de São Paulo: nota oficial da AOPA Brasil27/05/2019

A AOPA Brasil sempre condenará o encerramento de qualquer atividade de ensino aeronáutico no Brasil.  

Fará isso porque acredita que de todas as atividades desempenhadas pela aviação geral, a formação de novos pilotos, mecânicos e comissários, num saudável ambiente de ensino aeronáutico, é a mais nobre missão desse segmento.

A decisão judicial pela reintegração de posse da área ocupada pelo Aeroclube de São Paulo, é o ápice de uma história longa, conhecida pela diretoria da AOPA Brasil, sobre a qual não nos pronunciaremos. O que a AOPA Brasil tem feito, em particular, através seu Conselho de Administração, na pessoa do Comandante George W. C. A. Sucupira, é buscar empenhar esforços para tornar a decisão judicial a menos traumática possível, nos limites do que for legal e praticável, dadas as circunstâncias. 

O despejo do ACSP, assim como do Aeroclube do Brasil, há alguns anos, são sinais que deveriam estar servindo para alertar as autoridades aeronáuticas de  que há algo muito ruim ocorrendo na aviação civil brasileira. 

Observamos diretores da ANAC, em jornais televisivos, falando sobre a falência de empresas  aéreas, problemas com a tarifação de bagagens e outras questões muito importantes. Mas o silêncio dessas mesmas autoridades, diante de situação tão deteriorada da aviação geral, em particular das instituições de ensino, é ensurdecedor! 

A ANAC declara que sua missão é “Garantir a todos os brasileiros a  segurança e a excelência da aviação civil”. Dada a situação calamitosa de instituições de ensino aeronáutico por todo país, a AOPA Brasil questiona como o regulador conseguirá cumprir sua missão, se não tem uma única palavra a expressar sobre o despejo de um dos mais tradicionais celeiros da aviação na América do Sul.

Essa situação do ACSP decorre de questões que foram amplamente analisadas pelo judiciário, até suas últimas instâncias. A decisão pela reintegração de posse coroa um conjunto de desacertos. Uma decisão dessa não ocorre do dia para a noite. Eximir o próprio ACSP das responsabilidades que tem pelos fatos é demagogia.

Porém, dessa situação, o que fica de mais grave é mais uma evidência do descaso do estado brasileiro, e em particular da ANAC, para com o celeiro de todo o setor. Afirmamos, sem medo de errar: A ANAC jamais cumprirá sua missão enquanto houver escolas sendo encerradas, aviadores impedidos de voar e ineficiências generalizadas que tornaram o Brasil lugar inóspito à formação de gente para o setor aéreo, através da aviação geral.

Quem não tem competência para cuidar do nascedouro de um setor, jamais será reconhecido como referência para coisa nenhuma, ainda mais num segmento econômico onde a formação de qualidade é a peça chave para tudo que se pretenda fazer.




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